sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Gerenciamento de Crise (Doente Mental)

No dia 27 de novembro do corrente ano, a Policia Militar foi solicitada para uma inusitada ocorrência próxima à Rua Vitória Bezerra, Bairro São Francisco, que exigiu mais profissionalismo que operacionalidade, mais estratégia que poder militar. Tratava-se de um distúrbio social promovido por cidadão, 31 anos, deficiente mental, surdo e mudo. O mesmo estava armado a pau e faca peixeira ameaçando os populares, e descontrolado não atendendo aos apelos de nenhum familiar ou amigo, teve que ser contido pela exímia operação de Gerenciamento de Crises promovida pelo 6º Batalhão, supervisionada pelo Islutríssimo Senhor Coronel Chaves que encarregou o Oficial Coordenador do Policiamento da Unidade (CPU) - o 2º TEN Gleber de gerenciá-la.
O oficial depois de uma tentativa dialógica sem êxitos, percebeu que a situação era uma crise, assim, mobilizou e concentrou as viaturas num cerco dando inicio ao procedimento de gerenciamento de crises, que se estrutura na:
1. CONTENÇÃO: Para evitar que a crise tome proporções maiores;
2. ISOLAMENTO: Para garantir a segurança dos populares;
3. NEGOCIAÇÃO: Para acalmar e convencer o acusado, e restituir a Ordem Pública;
O Tenente GLEBER percebendo o grau da complexidade, visto que o acusado é deficiente mental, principalmente, e surdo – mudo; tentou contato com profissionais da área da psicologia e libras, respectivamente, para ajudar na ocorrência.
Durante a ocorrência o comandante conversava com os familiares e tomou conhecimento que o deficiente tinha tomado há poucos minutos um remédio de praxe (calmante), sabendo disso foi investido na exaustão física do acusado, pois este logo sentiria os efeitos da droga, enquanto aguardava-se auxílio de profissional de psicologia. Todavia, repentinamente o deficiente agiu raivosamente atirando paralelepípedos nas guarnições e populares, o gerente da crise determinou que a guarnição respondesse fazendo uso de armas com munição menos que letal, a exemplo da munição elastômera, conhecida popularmente como bala de borracha, utilizando-as em tiros dirigidos inicialmente a um ajuntamento de areia local e, em seguida, sempre primando pela incolumidade física do agressor, fez os disparos à altura inferior do mesmo (da cintura para baixo), quando então o mesmo caiu ao chão e logo foi imobilizado.
Imobilizado, foi conduzido ao HRC para tratamentos médicos e psiquiátricos, ainda muito agitado durante o deslocamento quebrou o vidro da ambulância.


CAJAZEIRAS, 28 DE NOVEMBRO DE 2008

Nenhum comentário: